não gosto de ti.
adoro-te.
não gosto de mim.
adoro-me.
não gosto do mundo.
adoro-o.
não gosto de actimel.
mas
adoro limonada.
só queria que percebessem como funcionam os sentimentos, caso não saibam. eu continuo sem saber.
mudam repentinamente, nem dás por eles. E isso é assustador. e na pior das situações estamos, quando não sabemos o que sentir. Por vezes isso faz-nos chegar ao ponto em que desistimos e não sentimos nada. tenho para mim que são escolhas.
Escolhas muito infantis. Deve-se enfrentar tais coisas, que até são coisas importantes. Agarrá-las pelos cornos, como se faz aos touros!
E olhá-las nos olhos e dizer:
'não é hoje que me fodes.'
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Sunday, September 27, 2009
Wednesday, September 9, 2009
Animalidade
"Tudo se resume a uma dança de dois corpos, que se tocam e se consomem, mas que determinam barreiras, limites, dos quais se estabelece uma distância.
Não se entrega mais do que o corpo, a alma fica fechada e da chave só há um exemplar.
Dá-se vida aos instintos, e a animalidade predomina sobre aquilo que nos distingue: a racionalidade.
Não há junção de mais do que líquidos corporais e após a fome saciada não fica a restar nada.
Não há palavras a dizer, olhares a trocar. O trabalho está feito e o corpo agora pesa.
É fechar os olhos e esperar pelo próximo."
Não fui eu que escrevi este texto, daí as aspas. Quem escreveu foi uma amiga, a Inês. Espero que gostem, eu gostei. E sim, ela deu-me autorização para o postar.
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